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Pesquisa sobre alzheimer fomentada pela Fapemat tem artigo publicado por universidade do RS

O estudo tem finalidade de proporcionar aos idosos e aos seus familiares ações de educação em saúde
Jonas da Silva | Fapemat

Artigo publicado na revista científica de extensão Experiência, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM-RS) - Foto por: Revista Experiência
Artigo publicado na revista científica de extensão Experiência, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM-RS)
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Um estudo de graduandos do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, teve artigo publicado na revista científica de extensão Experiência, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM-RS), com o título “Educação em saúde para o cuidado humanizado ao idoso com Alzheimer: extensão em tempo de pandemia”.

A pesquisa realizada por bolsistas de iniciação científica é para identificar práticas adequadas no atendimento humanizado dos portadores da Doença de Alzheimer em idosos, quanto aos sintomas e cuidados não farmacológicos.

O estudo tem finalidade de proporcionar aos idosos e aos seus familiares ações de educação em saúde online com impactos positivos, que possibilitem a identificação precoce de sinais e sintomas sugestivos da Doença de Alzheimer (DA), assim como aprendizagem referente aos cuidados dos portadores da enfermidade. Uma das conclusões do estudo é que mesmo com “o isolamento social, houve impacto positivo para os participantes avaliados”.

A pesquisa é fomentada com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e tem a orientação do professor Dr. em Educação da UFMT Neudson Johnson Martinho, coordenador do projeto de Extensão do grupo de Pesquisas Multiprofissionais em Educação e Tecnologias em Saúde (PEMEDUTS).

Fazem parte do trabalho de pesquisa sobre Doença de Alzheimer os graduandos do curso de Medicina, Nathan Marcondes Freitas Leite, Jeiel Rocha Oliveira da Silva, Patrícia Cristiane Gibbert e Stella Rodrigues Barros do Nascimento.

“É a patologia neurodegenerativa mais frequente associada à idade. Suas manifestações cognitivas e neuropsiquiátricas resultam na deficiência progressiva e eventual incapacitação, causando um sofrimento expressivo ao seu portador e a todos os envolvidos, uma vez que pode levar à sua sobrecarga física e emocional”, constata o estudo publicado na revista científica da UFSM.

Durante a pandemia de covid-19, algumas ações do projeto foram desenvolvidas online, como o vídeo didático “Aprendendo e Ensinando a Conviver e Cuidar de Idosos com Doença de Alzheimer (DA)”, desenvolvido na plataforma de animação “PowToon” e publicado no YouTube.

Fases da doença

No produto de mídia, os bolsistas reuniram orientações sobre as três etapas principais da doença, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). A fase inicial ocorre após os 65 anos de idade, e é marcada por esquecimentos e perdas sutis da memória e dificuldades no trabalho.

O estágio intermediário, marcado pela progressão da doença, caracteriza-se pela perda mais acentuada da memória e a incapacidade dos portadores em gerar tarefas complexas, como cálculos e planejamento.

Já na última fase, em casos mais avançados, o portador tem dificuldade de se alimentar, se vestir e tomar banho, devido ao comprometimento das suas capacidades funcionais. Em síntese, a perda da personalidade é um dos principais estigmas da pessoa com Alzheimer. Entretanto, mesmo no estágio mais avançado da doença, diversos traços da memória são preservados.     

A enfermidade foi descrita pela primeira vez pelo psiquiatra e neuropatologista alemão Alouis Alzheimer, em 1906. E é a principal geradora da demência em todo mundo, com 75% das ocorrências.