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Pesquisa utiliza método “epidemiologia do esgoto“ para estimar o consumo de drogas ilícitas nas regiões da capital

Esses dados poderão contribuir para uma melhor compreensão do cenário do consumo de drogas ilícitas, permitindo ações mais eficazes e auxiliando no combate ao tráfico de drogas
Widson Ovando | Fapemat

Sistema de tratamento de esgoto de Cuiabá (ETE) - Foto por: Divulgação
Sistema de tratamento de esgoto de Cuiabá (ETE)
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Com objetivo de estimar o consumo de drogas ilícitas na capital de Mato Grosso, está sendo desenvolvido um projeto de pesquisa, entitulado “ Avaliação da presença de drogas ilícitas em esgotos na cidade de Cuiabá/MT: desenvolvimento de métodos analíticos para monitoramento e avaliação do consumo”, coordenado pela pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Michelle Fernanda Brugnera.

A pesquisa é fomentada através do Edital nº 005/2021 - Mulheres e Meninas na Computação, Engenharias e Ciências Exatas e da Terra, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

O método epidemiologia de esgoto permite estimar o consumo de drogas ilícitas de uma população a partir da concentração dos resíduos destas substâncias e seus matabólitos no esgoto bruto, o percentual de excreção de cada metabólito e/ou droga inalterada, a vazão de entrada de esgoto na estação de tratamento (ETE) e o número de pessoas atendidas pela ETE é investigada.

Essa é a primeira vez que  se usa essa metodologia no estado,  que permitirá desenvolver e validar um método cromatográfico acoplado a espectrometria de massa para aplicar o estudo, verificando a eficiência de três estratégias, de amostragem pontual, passiva e composta.

 Hoje a estimativa do consumo de drogas é realizada através de questionários e dados de apreensão, com a nova metodologia proposta, esses dados poderão contribuir para uma melhor compreensão do cenário do consumo de drogas ilícitas, permitindo ações mais eficazes e  auxiliando no combate ao tráfico de drogas.