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Governo do Estado e Feltrin Sementes firmam parceria para melhoramento genético do maracujá e mamão

Resultados de 10 anos de pesquisas fomentado pela Fapemat, CNPq e Capes
Assessoria | Fapemat

Presidente da Fapemat Marcos de Sá, representando o Governador, ressalta a importância das parcerias - Foto por: Assessoria
Presidente da Fapemat  Marcos de Sá, representando o Governador, ressalta a importância das parcerias
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O Governo do Estado de Mato Grosso através da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e empresa Feltrin Sementes firmam parceria com o objetivo promover a cooperação técnica, científica e de inovação do Programa de Melhoramento Genético da cultura do maracujá e do mamão. Com isso, espera-se obter novas cultivares mais produtivas e tolerantes às principais pragas e doenças. A cerimônia de assinatura do protocolo de intenções ocorreu nessa segunda-feira (27/09), no Auditório da Unemat, no câmpus de Tangará da Serra.

Este  resultado  é  um trabalho de   12 anos de pesquisa desenvolvidos por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em parceria de fomento da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de mato Grosso (Fapemat) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O maracujá Solar é uma nova aposta à produção brasileira por ser mais produtivo, tolerante a pragas comuns ao cultivo e com melhores características de qualidade de fruto. “A média da produtividade no estado de Mato Grosso é de 14 a 15 toneladas por hectare. E aqui, na nossa condição, nossa cultivar teve produtividade de 23 toneladas de maracujá por hectare”.

Atualmente, mais de 75% das frutas e hortaliças consumidas em Mato Grosso vêm de outros estados. “Essa cultivar não é só resultado de um projeto específico, mas compõe um trabalho que visa o fortalecimento da produção de frutas, flores e hortaliças. Mais de 100 mil famílias que vivem da agricultura familiar no estado. Nós temos quem produzir, temos clima, temos demanda. Então, por que não produzir? “, indagou Krause.

Parceria a longo prazo

“Acreditamos no futuro. Estamos assinando um compromisso longínquo”, afirmou o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Feltrin, Luís Eduardo da Silva Rodrigues. A Feltrin é uma empresa brasileira, líder em distribuição de sementes no país. “O Brasil importa largamente toda a tecnologia para cultivo do mamão e maracujá, traz da Ásia. Nós acreditamos que, no futuro, vamos poder comercializar no Brasil e, também, exportar os frutos dessa parceria que estamos assinando hoje”, destacou.

O convênio inicial é para cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco. “A horticultura e as frutas são produzidas em quase 100% dos municípios brasileiros. A Feltrin tem um conhecimento muito forte de mercado e da realidade do agricultor, mas reconhecemos que a pesquisa genética precisa ter um ambiente cultural muito característico, que é o ambiente científico. Há 10 anos, percebemos que um dos nossos gargalos era a pesquisa genética. Nas universidades você encontra esse ambiente cultural para a pesquisa genética. Pesquisa genética: é por isso que estamos aqui hoje”, completou.

 “Muitas vezes as pesquisas desenvolvidas em outras realidades, mas não se adaptam ao nosso local”, destacou o Secretário Municipal de Agricultura, Rogério Rio. Esta é uma semente já adaptada ao clima e às condições de Mato Grosso.

Parceria público-privada

Presente na cerimônia de assinatura, o reitor da Unemat, Rodrigo Zanin, destacou como as parcerias entre os setores possibilitam levar os benefícios das pesquisas para toda a sociedade. “Quando a gente olha um produto como esse, que nasceu dentro da universidade, teve o apoio da iniciativa privada, da Fundação de Amparo, do Governo, a gente consegue mostrar que a chamada tríplice hélice realmente funciona. A tríplice hélice é um modelo em que a gente tem a universidade, o Estado e a iniciativa privada trabalhando juntos em função de produtos e soluções para a sociedade”. 

“Mas esse evento vai muito além do ganho na produtividade. O que está acontecendo aqui já vem ocorrendo em outros países: parceria entre pesquisa da universidade pública e empresas, estamos cada vez aproximando essas parcerias, com isso quem ganha é a sociedade, temos de valorizar cada vez mais esses projetos e mostrar que temos a expertise para desenvolver bons resultados em ciência, tecnologia e inovação, lembrou o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá Fernandes da Silva.