Pular para o conteúdo
Voltar

Startup em MT desenvolve “solo líquido” para produção de cogumelos comestíveis e hortaliças sem necessidade de irrigação

O resultado mostra a ação do estado fomentando e objetivando estimular a criação de empreendimentos inovadores e empreendedores
Widson Ovando | Fapemat

Cogumelos comestíveis Shimeji produzidos pela Startup - Foto por: Arquivo/Startup
Cogumelos comestíveis Shimeji produzidos pela Startup
A | A

A startup “Desenvolvimento de solo líquido para redução de água na agricultura”, foi desenvolvido por um grupo de três pessoas coordenadas pela  aluna do 9º semestre de agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Barra do Garças,  Aline Ferreira Ramos,  que teve por objetivo o desenvolvimento de um solo sintético com aspecto de um hidrogel convencional, com controle  de difusidade  entre os nutrientes  e a raiz da planta,  para possibilitar a retenção da água de forma mais eficiente  em sua estrutura molecular.

A startup “Solo Líquido” foi criada com o propósito de facilitar o cultivo de alimentos em grandes centros urbanos. “Já pensou cultivar hortaliças e plantas de pequeno porte em áreas urbanas, sem se preocupar com cuidados como realizar regas ou cuidados diários que elas necessitam para sobreviver? Com o Solo Líquido isso é possível”, ressalta a coordenadora da  startup, Aline Ferreira.

Por meio da tecnologia foi criado um material semelhante ao solo convencional, cuja finalidade é disponibilizar  nutrientes e sustentar o desenvolvimento fisiológico da planta, de forma totalmente autônomo, onde o sistema supre todas as necessidades que a planta necessitam para sobreviver. Sendo assim as plantas cultivadas em solo líquido são capazes de sobreviver sem os devidos cuidados e manejos realizados normalmente.

nte.

O projeto foi contemplado pelo edital 01/2019 do “Programa Centelha” executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), que teve por objetivo estimular a criação de empreendimentos inovadores e empreendedores, oferecendo capacitações e aporte financeiro para transformar idéias em negócios e produtos  de sucesso em todo o estado.

Resultado de Inovação:

Com excelentes resultados o “Solo Liquido” possibilitou o cultivo de cogumelos comestíveis, sendo cultivados em uma embalagem especial desenvolvida para esse propósito, proporcionando um tipo de microclima com umidade e temperatura ideais para a produção do Cogumelos Shimej em qualquer região do Brasil.

Hoje já é possível encontrar os produtos sendo comercializados nos supermercados da cidade de Barra do  Garças  (MT). A venda direta dos cogumelos Shimej, foi uma estratégia com o objetivo de arrecadar recursos para dar continuidade ao desenvolvimento do projeto do solo artificial (Solo Líquido) no cultivo de outras  plantas de pequeno e médio  porte.

Outros testes em laboratório possibilitou a criação de um produto capaz de promover o desenvolvimento de hortaliças por períodos de 62 dias consecutivos sem reposição hídrica, alcançando um resultado fisiológico em estágio V3, ou  seja com excelente resultado final.

Já existem hoje no mercado alguns tipos de hidrogéis capazes  de reter água para a disponibilização das plantas, mas com dificuldades  em ser utilizados em terrenos arenosos e usados geralmente  associados aos solos  durante o transplantio de mudas já em estado de desenvolvimento.

Já o solo líquido desenvolvido pelo grupo em Mato Grosso, é utilizado de forma independente do solo, sendo desenvolvido em embalagens individuais, possuindo  em sua estrutura fertilizantes capazes de nutrir a planta em todo seu processo de desenvolvimento fisiológico. Nos resultados  foi possível conhecer o coeficiente necessários de  fertilizantes e água em pequenas quantidades que o hidrogel libera para a raiz da planta, possibilitando um melhor desenvolvimento.

Contribuição para o meio ambiente

De acordo com Aline Ferreira, “o projeto “Solo Líquido” trará para o meio ambiente grandes modificações  positivas em se tratando de economia em recursos hídricos para a produção de alimentos, tendo em vista que  de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), 70% de toda a água consumida no mundo é usada na irrigação das lavouras, na pecuária e na agricultura”.