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Bolsa Jornalismo Cientifíco - BJC

Bolsa Jornalismo Cientifíco - BJC



 

RESOLUÇÃO Nº 004/2020/FAPEMAT

Regulamento das Bolsas de Jornalismo Científico da FAPEMAT (BJC).

 

O PRESIDENTE DO CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE MATO GROSSO - FAPEMAT, no uso das atribuições legais conferidas pela Lei Complementar nº. 306, de 21 de janeiro de 2008 e pelo Estatuto aprovado pelo Decreto nº. 215, de 12 de agosto de 2015  e considerando as diretrizes estabelecidas na Agenda Estratégica de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Mato Grosso.

RESOLVE:

 

Art. 1º. Aprovar o Regulamento das Bolsas de Jornalismo Científico da FAPEMAT (BJC), conforme Anexo Único desta Resolução.

 

Art. 2º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

 

Art. 3º. Revoga-se  as disposições em contrários.

 

Cuiabá, 19 de novembro de 2020.

 

 

 

 Marcos de Sá Fernandes da Silva

Presidente da FAPEMAT

Presidente do Conselho Curador da FAPEMAT

 

ANEXO ÚNICO

 

Regulamento das Bolsas de Jornalismo Científico da FAPEMAT (BJC).

 

1. Objetivo

As Bolsas de Jornalismo científico da FAPEMAT (BJC) tem como objetivo despertar e desenvolver ações na área da difusão científica a partir do envolvimento de pesquisadores, profissionais e estudantes em ações voltadas a geração de produtos de comunicação científica de qualquer natureza (textos, eventos, jornais, revistas, rádio, televisão, mídia eletrônica, etc.) que serão produzidos, no âmbito de um processo definido de estudos e ações de difusão científica de pesquisas teórica, aplicada ou de inovação, e veiculados por diferentes mídias.

 

2. Da forma de apoio

 

  1.  A FAPEMAT concederá quotas de Bolsas de Jornalismo científico (BJC) para as Instituições de Ciência e Tecnologia sediada no Estado de Mato Grosso (ICT) que executem ações de comunicação científica de qualquer natureza (textos, eventos, jornais, revistas, rádio, televisão, mídia eletrônica, etc.), por meio de Acordos de Cooperações Técnicas sem repasse de recursos, ou Convênios, com repasse.

 

  1. A cooperação será elaborada com base na legislação em vigor e deverá conter plano de trabalho específico com a definição de responsabilidades dos partícipes.
  2. À entidade parceira caberá a seleção, acompanhamento e avaliação dos bolsistas. À FAPEMAT caberá o pagamento mensal das bolsas, no caso de Acordo, e o repasse dos recursos, no caso de convênio.
  3.   As instituições que receberem quotas deverão designar um coordenador que será responsável pelo processo seletivo da concessão da bolsa e pelo processo de acompanhamento e avaliação, cujos procedimentos deverão ser feitos de acordo com esta norma.

 

  1. A FAPEMAT lançará chamadas públicas (editais) que contemplem a concessão das Bolsas de Jornalismo científico (BJC) para atuarem em Instituições de Ciência e Tecnologia – ICT, públicas ou privadas sem fins lucrativos, sediadas no estado de Mato Grosso.

 

3. Da vigência

 A Bolsa de Jornalismo científico (BJC) terá vigência de 01 (um) a 36 (trinta e seis) meses, podendo ser renovada sucessivamente.

 

4. Do benefício

   O valor mensal da Bolsa é fixado pela FAPEMAT conforme tabela de Bolsas da FAPEMAT.

 

5. Dos requisitos e condições

 

 5.1. Para o bolsista

 

5.1.1. Ter perfil adequado à atividade a ser desenvolvida em conformidade com os seguintes itens:

 

a) BJC-1:  Estudante de Comunicação Social ou jornalismo matriculados em cursos regulares, cursando a partir do quarto semestre de graduação. Dedicação mínima de 20 horas semanais as atividades do projeto.

 

b) BJC-2: Profissional graduado em Comunicação Social ou jornalismo com experiência profissional em produção e edição de textos jornalísticos, habilitação em fotografia e vídeo, gestão de mídias sociais, produção e edição de programas e produtos de mídia eletrônica para rádio e TV Web e mídias sociais, comprovada por meio de portfólio ou carteira de trabalho. Dedicação mínima de 20 horas semanais as atividades do projeto.

 

c) BJC-3: Profissional graduado em Comunicação Social ou jornalismo com experiência profissional com no mínimo de 02 (dois) anos, em produção e edição de textos jornalísticos, habilitação em fotografia e vídeo, gestão de mídias sociais, produção e edição de programas e produtos de mídia eletrônica para rádio e TV Web e mídias sociais, comprovada por meio de portfólio ou carteira de trabalho. Dedicação 20 horas semanais as atividades do projeto.

 

d) BJC-4: Profissional com título de mestre em Comunicação Social ou jornalismo ou graduado em Comunicação Social ou jornalismo com experiência profissional de no mínimo de 04 (quatro) anos, em produção e edição de textos jornalísticos, habilitação em fotografia e vídeo, gestão de mídias sociais, produção e edição de programas e produtos de mídia eletrônica para rádio e TV Web e mídias sociais, comprovada por meio de portfólio ou carteira de trabalho. Dedicação de 20 horas semanais as atividades do projeto

 

e) BJC-5: Profissional com título de doutor em Comunicação Social ou jornalismo ou graduado em Comunicação Social ou jornalismo com experiência profissional de no mínimo de 06 (seis) anos, em produção e edição de textos jornalísticos, habilitação em fotografia e vídeo, gestão de mídias sociais, produção e edição de programas e produtos de mídia eletrônica para rádio e TV Web e mídias sociais, comprovada por meio de portfólio ou carteira de trabalho. Dedicação de 20 horas semanais as atividades do projeto

 

5.1.2. Dedicar-se em tempo adequado  as atividades previstas no projeto.

 

5.1.3. Ter sido selecionado pelo orientador, instituição cooperada ou selecionado via edital.

 

5.2. Para o orientador:

 

5.2.1. Ter experiência comprovada em atividades de jornalismo;

 

5.2.2. Orientar o bolsista nas distintas fases do trabalho de jornalismo científico;

 

5.2.3. Ser residente no país;

 

5.2.4. Estar cadastrado na plataforma Lattes do CNPq e na plataforma da FAPEMAT;

 

5.2.6. Adotar todas as providências que envolvam permissões e autorizações especiais de caráter ético ou legal, necessárias para a execução das atividades;

 

5.2.7. Não possuir pendência com a FAPEMAT.

 

5.3. Para a Instituição executora

 

5.3.1. Ser Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação sediada no Estado de Mato Grosso (ICT), pública ou privada sem fins lucrativos, que execute ações de comunicação científica de qualquer natureza

;

 

5.3.2. A instituição executora necessita comprovar a existência da infraestrutura mínima requerida para a execução das atividades propostas no plano de trabalho do candidato;

 

5.3.3. A instituição executora deverá indicar um coordenador Geral para o acompanhamento dos bolsistas, representando-a perante a FAPEMAT.

6.  Implementação da bolsa

6.1.  Para implementação da bolsa, deverá ser providenciada a seguinte documentação:
a) termo de concessão assinado pelo pesquisador orientador e pelo bolsista;
b) cópia do RG e CPF;
c) número de agência e conta-corrente do bolsista;
d) currículo do bolsista cadastrado na plataforma Lattes e da FAPEMAT.

 

6.2 - No Termo deverão ser assumidos, fundamentalmente, os seguintes compromissos:

6.2.1 - Pelo pesquisador orientador:

a) orientar o bolsista nas distintas fases da atividade incluindo a elaboração de relatórios e material para apresentação dos resultados;
b) avaliar o desempenho do bolsista ao final de sua participação;
c) comunicar quaisquer situações adversas à entidade parceira.

6.2.2 - Pelo bolsista:

a) executar o plano de atividades;

b) manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes e na plataforma SIGFAPEMAT, registrando a condição de bolsista da FAPEMAT;

c) encaminhar a FAPEMAT, em formulário eletrônico específico, relatório técnico parciais para renovação da bolsa;

d) encaminhar a FAPEMAT, em formulário eletrônico específico, relatório técnico final.

6.2.3 - Pela instituição executora:

a) Oferecer a infraestrutura necessária para execução do projeto;

b) responsabilizar-se pela segurança e integridade física e mental do bolsista.

6.3 - O pagamento da bolsa será realizado mensalmente pela FAPEMAT diretamente ao bolsista, exceto quando houver repasse de recursos à entidade parceira.

7. Acompanhamento e Avaliação

7.1.  O acompanhamento e a avaliação dos bolsistas serão realizados por meio de relatórios anuais elaborados pelo bolsista, acompanhados do parecer de avaliação do pesquisador orientador;

7.2 - A entidade executora, quando for o caso, deverá enviar à FAPEMAT ao final da cooperação ou convênio, relatório consolidado sobre a seleção, concessão, acompanhamento e avaliação das bolsas e outras informações pertinentes, em formato padronizado pela FAPEMAT.

8 - Suspensão e Cancelamento

8.1 – A FAPEMAT ou a entidade cooperada se reservam o direito de suspender ou cancelar a bolsa BJC, a qualquer tempo, por motivo técnico ou administrativo justificado. Quando suspensa, a bolsa não pode ser destinada a outro beneficiário.

9 – Encerramento e Substituição de Bolsistas

9.1 - As substituições de bolsistas BJC serão efetivadas pela entidade cooperada, por via eletrônica e oficio enviado à FAPEMAT, fazendo a indicação e confirmação, sempre que uma bolsa se tornar regularmente vacante. Neste caso a bolsa será concedida apenas pelo tempo não utilizado, conforme previsto no item 3.

 

10. DISPOSIÇÕES FINAIS

 

10.1. Aluno de pós-graduação poderá utilizar a bolsa, desde que tenha anuência formal do seu orientador e não seja beneficiário de outra bolsa de qualquer instituição de fomento;

10.2. Profissionais aposentados poderão utilizar a bolsa, desde que atendam aos critérios solicitados.

10.3. Profissionais com vínculo celetista ou servidor público somente poderão ser bolsistas caso comprovem dispor de carga horária compatível com as atividades do projeto. Esses profissionais receberão 60% (sessenta por cento) do valor da bolsa.

10.4. – No caso de cooperação técnica ou convênio compete à instituição parceira a definição dos processos seletivos e de avaliação e acompanhamento dos bolsistas.

 

10.5. É vedado:

a)      acumular bolsas da FAPEMAT com qualquer outro tipo de bolsa da FAPEMAT ou de outras agências nacionais ou internacionais;

b)      efetivar qualquer benefício a quem estiver em débito, de qualquer natureza, com a FAPEMAT, ou com o governo estadual;

10.6. Todas as situações não previstas nesta norma serão decididas pela Diretoria técnico científica, quando se tratar de situação específica, ou pelo Conselho Diretor da FAPEMAT, quando se tratar de situação genérica.

10.7.  Toda comunicação com a FAPEMAT em assunto pertinente a esta modalidade de bolsa deverá ser encaminhada eletronicamente para bolsas@fapemat.mt.gov.br, ou por correspondência encaminhada ao seguinte endereço:

 Coordenadoria de Bolsas

Rua 03 , S/n°,

Centro Político Administrativo – CPA

78.049-060

Cuiabá - MT