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Fapemat financia pesquisa em busca de novos resultados contra o câncer de mama

A pesquisa apontou que os resultados mostram a possibilidade de os compostos testados serem úteis na descoberta de novas moléculas ativas, que poderão se tornar novos medicamentos
Widson Ovando | Fapemat

O câncer de mama tem um percentual de 29% de novos casos no Brasil todo ano. - Foto por: Assessoria
O câncer de mama tem um percentual de 29% de novos casos no Brasil todo ano.
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A doutora em Química da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Francine Pazini, junto com as pesquisadoras Stela Regina Ferrarini e Cássia Regina Primila Cardoso, desenvolveu uma pesquisa em busca de novos compostos para o tratamento de câncer de mama. Os experimentos foram realizados no período de 2015 a 2018 na UFMT, campus de Sinop, e a pesquisa contou com apoio de recursos da Fundação de Amparo a Pesquisa em Mato Grosso (Fapemat).

Foram testados três compostos frente às células de câncer de mama, taxifolina, taxifolina nanoencapsulada e derivado biotransformado. De acordo com a pesquisa, a taxifolina nanoencapsulada e o derivado biotransformado apresentaram maior atividade contra o câncer de mama.

A professora apontou que os resultados mostram a possibilidade de os compostos testados serem úteis na descoberta de novas moléculas ativas que poderão se tornar novos medicamentos.

A busca por uma terapia mais segura e eficaz no tratamento do câncer de mama tem sido uma grande luta, embora os resultados tenham se mostrado discretos. O trabalho da professora e dos pesquisadores que compuseram a equipe, objetivou estudar o perfil da biotransformação da taxifolina (um flavonóide), através da aplicação de modelo microbiano utilizando fungos filamentosos, buscando compostos como alternativas para produção de novos candidatos a medicamentos antitumorais.

Este tipo de câncer é causado pela multiplicação desordenada de células da mama, sendo um processo que gera células anormais que se multiplicam formando assim um tumor. O câncer de mama tem um percentual de 29% de novos casos no Brasil todo ano segundo estatística do Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde.